segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

MOMENTO DOWNLOAD

Documentário sobre a história da saúde pública no Brasil




O documentário "POLÍTICAS DE SAÚDE NO BRASIL: Um século de luta pelo direito à saúde" conta a história das políticas de saúde em nosso país, mostrando como ela se articulou com a história política brasileira, destacando os mecanismos que foram criados para sua implementação, desde as Caixas de Aposentadorias e Pensões até a implantação do SUS. Sua narrativa central mostra como a saúde era considerada, no início do século XX, um dever da população, com as práticas sanitárias implantadas autoritariamente pelo Estado, de modo articulado aos interesses do capital, e como, no decorrer do século, através da luta popular, essa relação se inverteu, passando a ser considerada, a partir da Constituição de 1988, um direito do cidadão e um dever do Estado. Toda essa trajetória é contada através de uma narrativa ficcional, vivida por atores, com reconstrução de época, apoiada por material de arquivo. Para tornar a narrativa mais leve e atraente, o filme se vale da linguagem dos meios de comunicação dominantes em cada época, como o jornal, o rádio, a TV Preto e branco, a TV colorida e, por fim, a internet. O documentário é composto por 5 capítulos, que podem ser assistidos em sequência, com 60 minutos de duração, ou separadamente; cobrindo os seguintes períodos: 1900 a 1930; 1930 a 1945; 1945 a 1964; 1964 a 1988; e 1988 a 2006.

Tamanho do arquivo: 437.51 MB
Duração: 1:02:32 
Segue o link para download:

domingo, 2 de dezembro de 2012

MOMENTO DOWNLOAD


Zygmunt Bauman



Pessoal, vou trazer (espero que sistematicamente) alguns downloads de coisas que considero interessantes e, para dar início a este novo formato, trago alguns ebooks de Zygmunt Bauman, este grande estudioso da nossa contemporaneidade, sociólogo polonês, que traça em sua linha de pesquisa as formatações possíveis e apreensíveis advindas das transformações do processo de globalização e e seus diversos desdobramentos na forma como o homem responde a tais questões na sociedade e no modo de lidar com o outro.

Seguem os links:




By Andreas Lux

MOMENTO POÉTICO


Poeminha




E correm as águas
como o perfume das mãos
mãos que não sabem de si
deslizando por entre corpos
correm para dentro
esbarrando nas emoções
saltando por entre os sonhos
estes perdidos no tempo evanescente



Tua alegria floresce em meu coração
e jaz em meu peito a fúria da desilusão
porque amo-te amando sem saber amar o que me faz amar
pelo simples fato de não saber te amar, amo-te.



- Andreas Lux -

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

MOMENTO MUSICAL




E eu não quero levar comigo
a mortalha do amor
Adeus

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

MOMENTO POÉTICO

Do rompimento


A triste folha quase seca divaga presa ao ramo de uma longa árvore
cheia de amargura pela proximidade de sua finitude
recorda saudosistamente seus dias verdes
chora a fugidez de uma primavera que não voltará
e antes que se notasse o passar da lua lá estava ela
mais seca, mais disforme, perdera toda sua cor


e quanto mais cor perdia, mais amarga se fazia e na secura extremecia
poderia a triste folha feliz vir a se tornar? - cantavam as flores
num baixo coro comedido de pudor
eis que repentinamente a folha cai, mas rápido que as outras
pesada e, mesmo já ao chão na queda permanecia
caindo


nem mesmo todo o ninho das mais vo...

Perdoem-me, sintom muito (não sabem o quanto), mas jamais poderei terminar
este texto, pela simples impossibilidade de voltar ao tempo
isso faz parte de nossa condição e, por vezes,
somos interrompidos, interditados, convocados pela objetividade da realidade
e, o imperativo desta convocação pode ser soberano, não podemos continuar
daí surge a grande tentação que na verdade se exprime neste texto:
"chorar a fugidez de uma primavera que não voltará"
mas esse não sou mais eu, não posso, não devo, não quero
Por isso aqui fica registrada a minha vontade
da criatividade
da liberdade
de mesmo no erro
no futuro me encontrar!


domingo, 22 de maio de 2011

MOMENTO POÉTICO

Sem alma nem prego



E tudo isso se esvai...
Pra onde eu não sei!
E por que haveria de saber?
Quando foi que assumi essa obrigação?
Ah! Lembrei!
Pactuei com meus demônios quando estes me convenceram da minha vitimidade.
Quando me convenci que só me amariam assim: quando eu soubesse, salvasse...
lutasse, assumisse, denunciasse, discutisse, protegesse, cuidasse, amasse...
asses, esses, isses...
Mas até entender que amor não é merecimento...
Que tudo que eu aprendi se resumia a defesa e controle.
Minha mentira que eu não via como minha me trouxe aqui.
Ao menos agora me vejo nú,
sem alma nem prego,
porque tudo aqui se esvai...

Andreas Lux

terça-feira, 8 de março de 2011

MOMENTO REFLEXIVO

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"Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro."

- Clarice Lispector -
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É, eu gosto muito dessa frase de Clarice porque, como sempre, ela diz muita coisa em poucas palavras. E vamos combinar, que coisas que ela diz hein? Vamos lá!
Quando a gente acha que tem que mudar alguma coisa na gente, sei lá, qualquer coisa! Um comportamento que você percebeu e quer mudar em você mesmo porque acha que assim se tornaria uma pessoa melhor e isso é importante para você. Muitas vezes nós podemos querer arrancar isso da gente, você pode ficar se perguntando: - Por que que eu faço isso? Daí você decide que nunca mais vai fazer isso... Bem... Quantas vezes você conseguiu por completo eliminar tal comportamento sem deixar o mínimo rastro? É possível que muitas pessoas respondam que não. Sabe por quê? Porque também os seus "defeitos" fazem parte de você. Surge aí uma necessidade de se saber o que danado que é defeito. Para uma bailarina gostar de comer chocolate pode ser um defeito, assim como que para um religioso pode achar defeito gostar de carnaval, ou mesmo um ateu pode achar defeito acreditar em Deus. Defeito é um adjetivo gerérico para "Eu não gosto de". Bom agora que já sabemos isso, nos resta saber o porquê de "não gostarmos de". Isso, claro, leva muito tempo e demanda muita disponibilidade de nós. (Ixe que isso tá muito em falta)
Acredito que o importante é compreender que todas as nossas ações nos definem e mesmo os "defeitos" são uma forma de nós existirmos, é assim que nós nos apresentamos diantedo mundo. Logo, não é produtivo apontar o "defeito" do outro (que na verdade é seu, porque ele pode não o perceber assim) porque é parte dele, e saiba! Você também tem defeitos aos olhos do outros... E ainda bem que os temos, já pensou o que seria da humanidade se nós não tivéssemo defeitos? Como já dizia Freud: Nós seríamos muito melhores se não quizéssemos ser tão bons! E as vezes nós podemos nos perder justamente porque destruímos um "defeito" como diria Clarice: Nunca se sabe qual o defeito que sustenta o nosso edifício inteiro... Enfim, cabe a nós todos nos empenharmos neste eterno e árduo exercício de nos compreendermos um pouco mais, discernir o que me pertence e o que pertence ao outro sabendo que nada pertence a ninguém kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk








- Andreas Lux -