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domingo, 2 de dezembro de 2012

MOMENTO POÉTICO


Poeminha




E correm as águas
como o perfume das mãos
mãos que não sabem de si
deslizando por entre corpos
correm para dentro
esbarrando nas emoções
saltando por entre os sonhos
estes perdidos no tempo evanescente



Tua alegria floresce em meu coração
e jaz em meu peito a fúria da desilusão
porque amo-te amando sem saber amar o que me faz amar
pelo simples fato de não saber te amar, amo-te.



- Andreas Lux -

domingo, 22 de maio de 2011

MOMENTO POÉTICO

Sem alma nem prego



E tudo isso se esvai...
Pra onde eu não sei!
E por que haveria de saber?
Quando foi que assumi essa obrigação?
Ah! Lembrei!
Pactuei com meus demônios quando estes me convenceram da minha vitimidade.
Quando me convenci que só me amariam assim: quando eu soubesse, salvasse...
lutasse, assumisse, denunciasse, discutisse, protegesse, cuidasse, amasse...
asses, esses, isses...
Mas até entender que amor não é merecimento...
Que tudo que eu aprendi se resumia a defesa e controle.
Minha mentira que eu não via como minha me trouxe aqui.
Ao menos agora me vejo nú,
sem alma nem prego,
porque tudo aqui se esvai...

Andreas Lux

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

MOMENTO POÉTICO

Entrelaçados



Quem viu?
Quem provou?
Quem ouviu?
Quem sentiu?
Sem saber quem é você
Mergulhei dentro
Quebrando as correntes
Desatando nós.
No doce sufocar do teu beijo
Atordoado pelo teu toque.
Quando foi que me perdi em você?
Agora vago pelas ruas do teu coração
Ruas sem nomes
Cidades desgovernadas
Países sem mapas
Nações sedutoras.
Me tentaram
E tentei.
Por um instante, tentei povoá-las
Gritando pela pele
Aflorando sentidos.
Te desejo.
Desejo que sutilmente machuca
E aos poucos vai me tomando
Me fazendo te tomar em meus braços
Nos envolvendo nesse espaço
Sem limites
Sem verdades.
Onde a dor, é o lamento da distância.





-Andreas Lux-